Por Redação Gazeta da Cidade PR
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) iniciou os trabalhos da Operação Panóptico na manhã desta segunda-feira (15). A ação cumpre 304 mandados de prisão e 255 de busca e apreensão. Os alvos integram uma organização criminosa que comanda crimes de dentro de unidades prisionais de todo o país.
A mobilização policial reúne cerca de mil agentes civis, militares, penais e científicos em 204 equipes. As ordens judiciais acontecem no Paraná, em São Paulo, Santa Catarina e no Mato Grosso do Sul. O Gaeco detalhou que 176 mandados de prisão e 92 de busca ocorrem em penitenciárias contra investigados detidos.
Atuação em 34 municípios paranaenses
Os investigadores concentram a maior parte das buscas no território paranaense, com ações em 34 municípios do estado. As equipes cumprem as determinações em cidades como Curitiba, Londrina, Maringá, Cascavel, Ponta Grossa e Foz do Iguaçu. Outros estados também registram ordens judiciais em municípios como Naviraí (MS), Joinville (SC), Bauru (SP) e Itapecerica da Serra (SP).
A Promotoria de Justiça iniciou a apuração no final de 2023, por meio dos dez núcleos do Gaeco distribuídos pelas comarcas paranaenses. O objetivo do trabalho integrado é isolar lideranças, recolher novas provas de crimes associados e interromper a transmissão de ordens para crimes de rua.
Apreensões e confrontos
O balanço inicial mostra o cumprimento de 90% dos mandados expedidos pela Justiça. Os policiais apreenderam oito armas de fogo, carregadores e cerca de R$ 12 mil em dinheiro. As equipes recolheram ainda 1,2 quilo de cocaína, 670 gramas de crack e 700 gramas de maconha.
Durante os trabalhos na capital paranaense, as equipes desmantelaram um laboratório para o preparo de entorpecentes equipado com prensa. Em outra frente, os agentes apreenderam um bloqueador de sinal para tornozeleiras eletrônicas. Houve o registro de quatro prisões em flagrante por tráfico e duas por destruição de celulares.
Dois homens morreram após reagirem às abordagens policiais em Cambé e Nova Londrina. Um policial militar sofreu ferimentos por tiro na mão e estilhaços nos olhos no confronto de Cambé, recebeu cuidados médicos e permanece em quadro estável.
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