O governo do estado de São Paulo anunciou nesta sexta-feira (9) que seis regiões do estado, incluindo a capital, avançarão para a fase verde (4) do Plano SP, que orienta a flexibilização da quarentena provocada pelo novo coronavírus no estado. A CNN adiantou a mudança de fase da capital paulista na quinta-feira (8).

“Nesta 14ª reclassificação, Campinas, Piracicaba, Sorocaba, Taubaté, Baixada Santista e a região metropolitana de São Paulo evoluíram da fase amarela e agora entram na fase verde”, disse o governador João Doria (PSDB).

De acordo com Doria, juntas essas regiões concentram 76% da população do estado. Apenas a região de Barretos regrediu nesta classificação da fase amarela (3) para a fase laranja (2). A mudança passa a valer a partir deste sábado (10) e vai até 16 de novembro, quando será feita uma nova requalificação. 

Outra mudança detalhada por Doria foi a reunificação da região metropolitana nesta requalificação – desde junho a capital e as cidades ao seu redor eram classificadas de forma independente.

“Devido à regressão dos indicadores da pandemia na região metropolitana, o Centro de Contingência recomendou a reunificação da Grande São Paulo em somente uma divisão regional de saúde.”

O Plano São Paulo dividiu o estado em 22 regiões e sub-regiões, reunindo grupos de municípios sujeitos às mesmas regras. As fases de restrições e flexibilizações do funcionamento de serviços, comércios e atividades variadas são divididas em  vermelha (1), a mais grave, laranja (2), amarela (3), verde (4) e azul (5).

Essa é a primeira reclassificação desde 11 de setembro, quando o governo paulista decidiu que as avaliações passariam a ser mensais em vez de quinzenais. Naquela data, todas as regiões do estado entraram na fase amarela do plano.

O que muda na fase verde?

Além da reclassificação das regiões do estado, o governo anunciou mudanças nas regras de funcionamento de estabelecimentos comerciais.

Agora, nas regiões que estão na fase amarela os estabelecimentos comerciais, incluindo comércio de rua, shoppings centers, academias e prestadores de serviço poderão funcionar por 10 horas (antes, eram 8 horas).

Nas regiões que estão na fase verde do Plano SP estes mesmo serviços poderão ser prestados por 12 horas diárias.

Há ainda uma mudança específica para restaurantes e outros estabelecimentos similares, que poderão ficar abertos até 23h desde que cumpridas as determinações de saúde do Plano São Paulo.

“O serviço aos clientes deverá ser interrompido às 22h, obrigatoriamente. Os clientes poderão permanecer até o limite das 23h e às 23h05 os estabelecimentos deverão estar com as portas fechadas”, disse Doria.

Também poderão voltar a funcionar equipamentos públicos que já têm protocolos assinados, como teatros, museus, bibliotecas, cinemas. A capital também liberou eventos corporativos e acadêmicos com até 600 pessoas.