Confirmação foi feita ontem em reunião com o prefeito Junior da Femac e o secretário Beto Preto   

O Contorno Leste de Apucarana será incluído na nova concessão de rodovias do Paraná, que já está sendo formatada para este ano. O anúncio foi feito pelo secretário de infra estrutura e logística, Sandro Alex, em reunião mantida ontem, em Curitiba, com o prefeito de Apucarana, Junior da Femac.

A audiência com Sandro Alex foi agendada pelo secretário da saúde Beto Preto, e nela o prefeito Junior da Femac esteve acompanhado do vice-prefeito Paulo Sérgio Vital e o presidente da Câmara, vereador Francylei de Godoi “Poim”.    

Conforme explicou Sandro Alex, o governo estadual planeja iniciar de imediato as audiências públicas para discutir as novas concessões de rodovias do anel de integração. “A previsão é de que as audiências comecem já neste início de 2021. O atraso ocorreu em função da pandemia do novo coronavírus”, informou o secretário estadual de Infraestrutura e Logística.

Várias etapas serão realizadas para a definição dos consórcios que irão administrar as rodovias do anel de integração a partir de 2022.

Estão previstas audiências públicas sobre o projeto para nova concessão das rodovias, conduzidas pela Empresa de Planejamento e Logística (EPL). Será nesta fase, conduzida pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que o projeto será apresentado e debatido com a sociedade.

Na sequência, ainda no primeiro semestre, o projeto será revisado pela EPL, com base nas observações e sugestões feitas nas audiências públicas, para posterior fechamento do edital de licitação. E, após análise e aprovação do Tribunal de Contas da União, o edital de licitação já poderá ser publicado, com um prazo de 100 dias para realização dos pregões. Os contratos atuais mantidos com as concessionárias de rodovias – firmados em 1997 – se encerram no dia 27 de novembro deste ano.

O prefeito Junior da Femac revela que o secretário Sandro Alex enfatizou a inclusão do contorno leste de Apucarana na nova concessão. “Ele anunciou ainda que os 56 quilômetros que faltam de duplicação na BR-376, entre Apucarana e Ponta Grossa, também serão contemplados na nova concessão”, informou Junior.

Conforme avalia ele, são duas obras importantíssimas para Apucarana e para o Paraná. “As audiências públicas preparatórias para formatar o novo modelo de concessão de rodovias começam nas próximas semanas”, revelou.

CONTORNO LESTE – O projeto do Contorno Leste de Apucarana prevê um trajeto de 21 quilômetros, interligando o Distrito de Vila Reis, próximo do Aeroporto Capitão João Bussi, até as proximidades de Aricanduva, no município de Arapongas.

Há dez anos a obra estava orçada, de acordo com fontes da CCR Rodonorte, em cerca de R$ 90 milhões. O contorno estava previsto no contrato de concessão firmado em 1997 pelo Governo do Paraná, mas acabou sendo suprimido em novos acordos com a concessionária.

Contudo, devido acordo de leniência com o Ministério Público Federal (MPF), através da Operação Lava Jato, que identificou corrupção ao longo da concessão, o Contorno Leste de Apucarana foi suprimido do cronograma de obras a serem executadas.

DUPLICAÇÃO DA BR-376 – Iniciada em setembro de 2014, a duplicação da BR-376 (Rodovia do Café), no trecho de cerca de 60 quilômetros, entre Apucarana e Mauá da Serra, passando por Califórnia e Marilândia do Sul foi concluída em julho do ano passado.

O prefeito Júnior da Femac lembra que a “frente norte” foi conquistada em mobilização de lideranças, visando acelerar a duplicação.

Em março de 2013, no trecho entre Ponta Grossa e Apucarana, de 244 quilômetros, havia apenas 13 quilômetros já duplicados, na Serra do Cadeado, entre Mauá da Serra e Ortigueira. Na época, o Governo do Estado anunciou a obra de 231 quilômetros, incluindo o contorno em Apucarana. A ordem de serviço para o início das obras aconteceu em Ponta Grossa. Porém, apenas a “Frente Sul” iria começar de imediato, por que já existia o projeto executivo elaborado pela CCR Rodonorte.

“A abertura da frente de trabalho norte, a partir de Apucarana, foi garantida após uma ampla mobilização liderada pelo então prefeito Beto Preto e por ele. Percorremos todas as cidades do Vale do Ivaí e da macrorregião norte obtendo a adesão de todos os prefeitos da Amuvi e da Amepar, e também de lideranças empresariais e do agronegócio”, lembrou Junior da Femac.