Por Redação Gazeta da Cidade PR
A Polícia Civil prendeu preventivamente, na manhã desta quarta-feira (12), um jovem de 19 anos suspeito de envolvimento em um homicídio em Arapongas que teve como vítima um homem de 27 anos em situação de rua. O crime aconteceu no dia 29 de junho, dentro de uma casa em construção na região do Jardim Santa Alice II.
A vítima, identificada como Paulo Ricardo de Araújo, costumava utilizar o imóvel como abrigo durante a noite. Segundo a investigação, o suspeito trabalhava em uma construção vizinha ao local.
De acordo com a Polícia Civil, Paulo Ricardo foi atacado enquanto dormia. Os investigadores apontam que o jovem teria utilizado um objeto semelhante a um pedaço de madeira para cometer o crime e depois descartado o material junto aos entulhos da obra.
O delegado titular da 22ª Subdivisão Policial (SDP) de Arapongas, Saulo de Tarso Cerqueira Baptista Neto, afirmou que a investigação começou com a análise do histórico e das relações da vítima, que, segundo os levantamentos policiais, não apresentava conflitos conhecidos que pudessem explicar inicialmente o crime.
A apuração levou os investigadores até o jovem de 19 anos. A principal linha investigativa sobre a motivação aponta para um desentendimento ocorrido dias antes do homicídio. Conforme relatado pela Polícia Civil, Paulo Ricardo teria simulado uma abordagem policial contra o suspeito, o que teria provocado uma discussão entre os dois.
A motivação, no entanto, ainda estava em fase final de confirmação no momento da prisão.
Outro ponto levantado durante a investigação foi o histórico do suspeito. Quando adolescente, ele já havia sido apreendido por um ato infracional análogo a homicídio em Campo Mourão, no centro-oeste do Paraná. Segundo o delegado, o jovem permaneceu por quase dois anos internado em um CENSE antes de retornar às ruas e posteriormente se mudar para Arapongas.
Após a prisão preventiva, o suspeito foi interrogado pela Polícia Civil, mas optou por permanecer em silêncio, exercendo seu direito constitucional.
A Polícia Civil informou que o inquérito está em fase de conclusão e deverá ser encaminhado ao Poder Judiciário, para posterior análise do Ministério Público e eventual início da ação penal.
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