O Governo do Paraná criou um plano-piloto para a retomada das aulas na rede pública de ensino do estado. O protocolo foi desenvolvido por membros das Secretarias Estaduais de Educação (Seed) e Saúde (Sesa), além da Casa Civil. A discussão em torno das medidas aconteceu em uma reunião realizada nesta quarta-feira (23), com integrantes das três pastas.

O Governo do Estado pretende aplicar o plano-piloto em regiões com índices epidemiológicos menores da Covid-19. Desta forma, municípios pertencentes às Regionais de Saúde de Irati, Guarapuava e União da Vitória têm maiores probabilidades de receberem o projeto-piloto.

 “No momento, o Estado vem discutindo metodologias para o retorno seguro. Somente podemos falar em retomada efetiva das aulas presenciais com a queda consolidada de casos. Estamos aos poucos retomando algumas atividades, até mesmo dentro do governo, para que a população possa ser atendida nos serviços administrativos”, destacou o secretário de Saúde do Paraná, Beto Preto.

Ainda não há uma data para que o plano comece a funcionar caso seja aprovado. Membros do governo devem voltar a se reunir na próxima semana para discutir o estudo. “Tudo será feito com o devido cuidado e respeitando os protocolos de segurança”, ressaltou Beto Preto.

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De acordo com o governo, o plano-piloto deve durar de duas a três semanas. Se der certo, o modelo poderá ser aplicado em outras regiões do estado.

 PROCOCOLO

De acordo com o protocolo, os estudantes serão divididos em grupos que irão se revezar. Enquanto um grupo participa das aulas presencialmente, o outro acompanha através da internet. Na semana seguinte, os grupos invertem. Os horários de entrada e saída das aulas, bem como de intervalo, merenda e idas ao banheiro, devem ser redefinidos para evitar a aglomeração de pessoas.

O eventual atendimento aos pais deverá ser agendado. Todos os alunos devem ter as temperaturas tomadas diariamente e, caso algum registre número maior do que 37ºC, deverá ser isolado e os pais devem ser contatados, a fim de encaminhar o estudante ao atendimento médico.

O protocolo também prevê ações em caso de contaminação de estudantes ou professores. Neste caso, a escola precisa ser fechada por 14 dias e todas as aulas passam a ser online neste período.

O uso de máscara de tecido, que será fornecida pelo governo, será obrigatório para todas as pessoas nas Instituições de ensino. Já os veículos usados no transporte escolar deverão ter limite máximo de ocupação de 50%.