Anvisa aprova primeira caneta emagrecedora nacional com princípio ativo do Ozempic

Caneta emagrecedora nacional Ozivy em uma mesa de consultório médico com fundo desfocado sob a luz do dia.
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Por Redação

Brasília, DF — A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do Ozivy, a primeira caneta emagrecedora nacional à base de semaglutida. De acordo com a agência reguladora, o medicamento será produzido pela farmacêutica brasileira EMS.

Os detalhes da nova caneta emagrecedora nacional

Além disso, a decisão representa a primeira aprovação de um concorrente brasileiro desde a queda da patente da farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk, ocorrida em março deste ano. A semaglutida, vale destacar, é o princípio ativo de medicamentos amplamente conhecidos no mercado, como o Ozempic e o Wegovy.

No entanto, o Ozivy ainda não tem data de lançamento nem preço definidos para o consumidor final. Segundo a fabricante EMS, a empresa precisa concluir etapas comerciais indispensáveis, como a produção dos lotes iniciais e a estruturação da logística de distribuição para o varejo.

Formato do medicamento e critérios da Anvisa

Dessa forma, o novo fármaco recebeu a classificação de “medicamento novo” na modalidade de desenvolvimento abreviado. Conforme as regras da Anvisa, essa categoria exige comprovação rigorosa de segurança, qualidade e eficácia para substâncias já conhecidas.

Portanto, o produto chegará ao mercado em formato de solução injetável para aplicação subcutânea. O Ozivy terá dosagem de 1,34 miligrama por mililitro e contará com opções de cartuchos de 1,5 ou 3 mililitros acompanhados de canetas aplicadoras.

Com o objetivo de garantir o controle de impurezas, a agência adotou um caminho regulatório próprio. Por consequência da complexidade da molécula, a semaglutida transita entre um produto sintético e biológico, o que impede a criação de versões genéricas tradicionais.

O impacto no mercado e a queda de preços

Nesse sentido, a aprovação do produto da EMS inaugura uma nova fase na corrida bilionária dos tratamentos para obesidade e diabetes no Brasil. Antecipando o fim da exclusividade, pelo menos dezessete pedidos de registro envolvendo a substância foram protocolados na agência reguladora.

Logo após o anúncio, especialistas do setor demonstraram otimismo com o cenário econômico. A expectativa do Ministério da Saúde é que a chegada de novos concorrentes force uma diminuição gradual nos preços ao longo dos próximos anos.

Saiba mais sobre as aprovações da Anvisa

Com isso, o mercado de saúde suplementar deve passar por transformações importantes nos próximos meses. Para acompanhar o andamento de novos registros e os comunicados técnicos sobre medicamentos no país, você pode acessar o portal oficial da Anvisa.

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