As bolsas europeias abriram com ganhos nesta segunda-feira, 19, apoiadas pela possibilidade de mais estímulos fiscais nos Estados Unidos e também de uma vacina à frente contra a covid-19. Mais adiante, porém, houve perda de fôlego, com as dúvidas sobre esses estímulos americanos e também os riscos trazidos pelo novo coronavírus à atividade na região. O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em baixa de 0,28%, em 366,44 pontos.

A LPL Research comenta em relatório que relatos no fim de semana de que a Casa Branca poderia fechar acordo com o Congresso dos EUA antes da eleição de novembro sobre estímulos fiscais ajudavam as bolsas no início do dia, dos dois lados do Atlântico. A própria LPL, porém, apontou que novos estímulos apenas no início de 2021 parecem ser o cenário mais provável.

O tom positivo na Europa foi fruto também por dados da economia da China no terceiro trimestre. Embora inferiores à expectativa, os indicadores foram vistos como sinais da retomada na potência asiática. A perspectiva de uma vacina contra a covid-19 à frente também chegou a apoiar o humor, mas isso se perdeu ao longo do dia. No domingo, a Itália anunciou medidas mais duras para restringir o vírus, em meio a ações similares de outros governos europeus nos últimos dias.

As dificuldades na busca por um acordo no Brexit também continuam no radar. A União Europeia e o Reino Unido não fecharam como será o futuro da relação comercial, após a separação, e a incerteza tem influenciado. A Bolsa de Londres fechou em queda de 0,59%, em 5.884,65 pontos.

Em Frankfurt, o índice DAX recuou 0,42%, a 12.854,66 pontos. Na Bolsa de Paris, o índice CAC 40 teve baixa de 0,13%, a 4.929,27 pontos. Em Milão, o índice FTSE MIB caiu 0,08%, a 19.374,21 pontos.

Em Madri, o índice IBEX 35 destoou da maioria e subiu 0,15%, a 6.860,20 pontos. Entre os papéis mais negociados na praça espanhola, Urbas Grupo Financiero se destacou, em alta de 5,77%, e Santander avançou 0,68%. Na Bolsa de Lisboa, o PSI 20 recuou 0,23%, a 4.218,21 pontos.