Dados do setor apontam que 81% das empresas melhoraram a atração e retenção de talentos após adotarem benefícios flexíveis, tendência que ganha espaço entre pequenos e médios negócios
Fellipe Ditadi – Unsplash
Em um mercado de trabalho cada vez mais competitivo, pequenas e médias empresas (PMEs) estão encontrando nos benefícios corporativos uma alternativa para disputar talentos com grandes companhias.
Com menor capacidade de competir em salários, muitas organizações têm apostado em combos de benefícios que reúnem vantagens como vale-alimentação, assistência médica, programas de bem-estar, auxílio mobilidade e soluções financeiras em uma única plataforma.
Benefícios flexíveis ganham espaço na estratégia de atração de talentos
A estratégia acompanha uma mudança no comportamento dos profissionais, que passaram a avaliar não apenas a remuneração, mas também a qualidade dos benefícios oferecidos.
Dados divulgados pela Evacard mostram que 81% das empresas que adotaram benefícios flexíveis registraram melhora nos processos de contratação e atração de talentos. O levantamento também aponta que 90% observaram aumento na percepção positiva e no engajamento dos colaboradores.
O movimento ganha força em um cenário de desemprego historicamente baixo e maior dificuldade para preenchimento de vagas qualificadas.
Diante desse cenário, empresas de menor porte buscam formas de ampliar sua competitividade sem comprometer o orçamento, adotando soluções que antes eram mais comuns em grandes corporações.
Entre os benefícios mais procurados estão vale-alimentação e refeição, assistência à saúde, programas voltados à qualidade de vida, auxílio combustível e iniciativas de educação corporativa.
A possibilidade de concentrar diferentes categorias em um único cartão ou plataforma também tem contribuído para simplificar a gestão dos recursos humanos e oferecer mais autonomia aos colaboradores.
Benefícios deixam de ser diferencial e se tornam estratégia
Tradicionalmente associados a grandes empresas, os programas estruturados de benefícios vêm se tornando mais acessíveis às PMEs graças ao avanço das fintechs e plataformas especializadas.
Modelos mais flexíveis e custos operacionais reduzidos permitiram que empresas menores passassem a oferecer pacotes mais completos sem comprometer o fluxo de caixa.
Retenção e engajamento entram na pauta das PMEs
Para especialistas em gestão de pessoas, os benefícios deixaram de ser apenas um diferencial para se tornar uma ferramenta estratégica de retenção.
Além de aumentar a atratividade das vagas, eles contribuem para fortalecer a cultura organizacional, melhorar a experiência do colaborador e reduzir a rotatividade das equipes.
A tendência acompanha a evolução do mercado de trabalho, que exige das empresas uma proposta de valor mais ampla para seus profissionais.
Em vez de focar exclusivamente na remuneração, organizações de todos os portes buscam construir ambientes mais atrativos, capazes de atender às diferentes necessidades dos colaboradores.
Tecnologia impulsiona adesão entre pequenas empresas
Outro fator que tem acelerado a adoção dos benefícios corporativos pelas PMEs é a digitalização da gestão de pessoas.
Soluções que concentram alimentação, mobilidade, saúde, educação e outros auxílios em uma única plataforma reduzem a burocracia operacional e facilitam o controle dos gastos.
Ao mesmo tempo, oferecem mais liberdade de escolha aos colaboradores, característica cada vez mais valorizada pelas novas gerações de profissionais.
Com a crescente disputa por mão de obra qualificada e a necessidade de fortalecer o vínculo entre empresas e funcionários, a expectativa é que os benefícios corporativos continuem avançando entre as PMEs nos próximos anos.
A tendência é que essas soluções se consolidem como um dos principais instrumentos de atração, engajamento e retenção de talentos no mercado brasileiro.
Carol Flores
Assessora/ Link builder
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