O IPCA de março 2026 registrou uma alta de 0,88%, conforme os dados divulgados pelo IBGE. Esse resultado ficou 0,18 ponto percentual acima da taxa de fevereiro. Consequentemente, a inflação oficial do país acumula uma alta de 1,92% no ano e atinge 4,14% no acumulado dos últimos 12 meses.
Impacto dos transportes e alimentos
Os grupos de Transportes e Alimentação foram os grandes vilões do IPCA de março 2026. Somados, esses dois setores respondem por 76% do índice total do mês. O grupo de Transportes acelerou para 1,64%, impulsionado principalmente pela alta de 4,47% nos combustíveis.
A gasolina, especificamente, teve um salto de 4,59% após ter caído no mês anterior. Além disso, o óleo diesel apresentou uma variação expressiva de 13,90% em março. Por outro lado, as passagens aéreas ajudaram a segurar o índice, pois desaceleraram de 11,40% para 6,08% no período.
Preço da comida sobe no domicílio
O grupo de Alimentação e bebidas também pressionou o IPCA de março 2026, saindo de 0,26% em fevereiro para 1,56% em março. A alimentação no domicílio subiu quase 2%, sofrendo forte influência de itens básicos da mesa do brasileiro.
Entre os itens que mais subiram, destacam-se:
- Tomate: alta de 20,31%
- Cebola: alta de 17,25%
- Batata-inglesa: alta de 12,17%
- Leite longa vida: alta de 11,74%
Entretanto, alguns produtos apresentaram queda, como a maçã (-5,79%) e o café moído (-1,28%). Essas variações demonstram como fatores climáticos e sazonais afetam diretamente o bolso do consumidor.
Variações regionais e INPC
Analisando os índices regionais, Salvador registrou a maior inflação do país (1,47%) devido ao preço da gasolina. Já Rio Branco teve a menor variação (0,37%), beneficiada pela queda na conta de energia elétrica.
Ademais, o IBGE divulgou o INPC, que mede a inflação para famílias de renda mais baixa. O INPC de março foi de 0,91%, também acima do registrado em fevereiro. Portanto, os dados mostram uma pressão inflacionária disseminada que exige atenção constante das autoridades econômicas.
Por fim, o cálculo do IPCA de março 2026 comparou os preços coletados entre os dias 4 e 31 de março com a base de preços do mês anterior. O índice permanece como a principal bússola para o controle de metas de inflação no Brasil.

