Levantamento do Paraná Pesquisas aponta queda acentuada de Sérgio Moro na disputa pelo Governo do Estado após crises internas no PL
O cenário eleitoral para o Governo do Paraná em 2026 sofreu uma reviravolta significativa com a divulgação dos novos dados do instituto Paraná Pesquisas. O senador Sérgio Moro, que em janeiro liderava com folga, registrou uma queda de até 21,4 pontos percentuais em apenas dois meses. A oscilação negativa acende o alerta na pré-campanha do parlamentar e indica um cenário de instabilidade em sua base aliada em todo o estado.
As recentes sondagens eleitorais indicam que a corrida pelo Palácio Iguaçu permanece totalmente aberta, contrariando o favoritismo absoluto observado no início do ano. Segundo os dados técnicos, Sérgio Moro atingiu seu ápice em janeiro de 2026, quando figurava com 61,5% das intenções de voto. Contudo, o levantamento de março mostra o senador variando agora entre 40,1% e 47%, evidenciando uma perda de fôlego considerável em um curto intervalo de tempo.
A instabilidade de Sérgio Moro nas pesquisas eleitorais
Especialistas políticos avaliam que a queda abrupta de mais de 20 pontos sugere que o ex-juiz pode ter encontrado um “teto” eleitoral precocemente. Essa volatilidade é um desafio para a consolidação de sua candidatura majoritária, especialmente em um estado onde o apoio de lideranças regionais é determinante para o sucesso nas urnas. O registro das pesquisas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números PR-08451/2026 e PR-06254/2026 formaliza essa trajetória de queda.
Crise no PL e debandada de lideranças paranaenses
O recuo de Moro nas intenções de voto coincide com um período de forte turbulência partidária. A entrada do senador no Partido Liberal (PL) não foi pacífica e gerou uma reação em cadeia que fragilizou a estrutura da legenda no Paraná. Entre os principais pontos de desgaste, destacam-se:
- Saída de prefeitos: Diversas lideranças municipais abandonaram a sigla após a filiação do senador.
- Fissuras na cúpula: O desligamento do deputado federal Fernando Giacobo da presidência estadual do partido expôs a falta de coesão interna.
- Dificuldade em alianças: A resistência de grupos tradicionais em compor com Moro limita sua capilaridade no interior do estado.
Sem o apoio orgânico de prefeitos e sem uma base partidária unida, a manutenção de uma campanha competitiva torna-se uma tarefa complexa, uma vez que a capilaridade municipal é o motor das disputas ao Governo do Estado.
O fator Ratinho Junior e a sucessão estadual
Outro elemento crucial que deve reconfigurar o tabuleiro eleitoral é o peso político do atual governador, Ratinho Junior. Com uma aprovação recorde que chega aos 88%, o nome que receber o seu apoio oficial entrará na disputa com uma vantagem estratégica considerável.
Atualmente, o mercado político observa nomes como Alexandre Curi, Rafael Greca e Guto Silva como potenciais herdeiros desse capital político. A entrada definitiva de um candidato chancelado por uma gestão bem avaliada tende a pulverizar ainda mais os votos, desafiando a liderança que Moro ainda detém, mas que agora se mostra visivelmente ameaçada.
Com a proximidade das convenções e a definição das chapas, o equilíbrio de forças no Paraná promete novas oscilações. O eleitorado paranaense demonstra estar atento não apenas aos nomes de impacto nacional, mas à capacidade de articulação e governabilidade local.

